Embora
o cultivo extensivo de café no cerrado brasileiro seja relativamente recente, vem de
longe o tempo que trouxe o nome Veloso para a história desse feito. |

Os
registros mais antigos dão conta de que tudo começou por volta de 1840, quando Manuel Velloso da Silva se estabeleceu
na Fazenda Mata dos Salgados, no município de Carmo do Paranaíba, depois de se casar
com a filha do fundador da cidade. Manuel foi o primeiro a cultivar café por ali. Eram
tempos difíceis, de uma agricultura ainda muito rudimentar. Mas ele venceu. Duas décadas
depois, surgia a Fazenda Velosa
como símbolo desse pioneirismo. Ali, geração após geração, o nome Veloso foi se
tornando uma lenda na cafeicultura de Minas Gerais. |
Já na última quadra do século XX, coube a outro Veloso escrever mais uma página
de pioneirismo nessa história: a produção
extensiva de café no cerrado. Eram os anos 70. |
| Depois de
muitas pesquisas e incentivos governamentais, o Brasil finalmente conhecia o grande
potencial agrícola de seus cerrados, investia neles e colhia grandes safras. Em Carmo do
Paranaíba, Paulo Veloso dos Santos,
o atual presidente da Veloso - que já acumulava larga experiência no negócio do café -
saiu na frente. Além de instalar a primeira máquina de beneficiamento da região, e
posteriomente plantar com a melhor tecnologia disponível na época, foi responsável pela
criação da primeira empresa de exportação do produto. Todo o café de Carmo do
Paranaíba passava por seus armazéns. |
| Hoje, a Fazenda Velosa é um marco
dessa tradição de liderança. Mas as propriedades da família abrangem outras áreas -
mais extensas, mais altas, mais planas e mais apropriadas à cultura do café. São as
Fazendas Berrador, Lenheiros e São Lourenço, onde são produzidos os cafés Veloso Natural Dry, Veloso Semi-Washed e Veloso
Natural Cherry. A área plantada, nas três propriedades, chega a 1.800 hectares, com
6, 5 milhões de pés de café e uma produção anual da ordem de 70 mil sacas. |
E a Veloso contribui também para o desenvolvimento
social da região, gerando mais de 200 empregos permanentes, oferecendo 800 postos de trabalho nos meses de
colheita e mantendo programas voltados à alimentação, saúde e educação dos filhos de
seus colaboradores. |
Evoluir sempre, sem deixar de lado a
tradição. É assim que a família Veloso - Paulo e sua mulher,
Eremita, e os filhos Paulo Júnior, Haroldo, Viviane e Virgínia - conduz todas as etapas
do negócio, da produção à exportação do café, assegurando à marca que leva seu
nome uma crescente aceitação em todo o mundo.
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