Nas Fazendas Veloso, o controle de qualidade é rigoroso ao longo de todo o processo produtivo do café.

  As sementes usadas na produção de mudas são provenientes de um dos mais respeitados centros agronômicos do Brasil, o IAC-Instituto Agronômico de Campinas, que mantém constantes pesquisas de aprimoramento genético e desenvolvimento de novas variedades. As melhores sementes são selecionadas para   a formação dos viveiros. A condução das mudas é totalmente manual e envolve irrigação com água de nascentes próximas e trato fito-sanitário com produtos naturais.

   As mudas com melhor desenvolvimento são selecionadas para o plantio, que acontece na época das chuvas, em dezembro. As covas são sulcadas em linha reta em direção ao poente, assegurando à planta uma exposição uniforme aos raios solares.

    Terminado o plantio, inicia-se a nutrição e manutenção da plantação. São realizadas adubações de solo, pulverizações de adubos foliares com protetores naturais, capinas e podas de renovação vegetativa e adequação para colheita. Continuamente há monitoramento das plantações a partir de amostras de grãos, frutos, folhas e galhos coletados. Supervisores de produção e agrônomos analisam essas amostras, verificam as condições do solo e do clima, e indicam a nutrição necessária para cada parte da lavoura. Ao longo da vida do café, essa rotina nutricional e de acompanhamento se mantém. O resultado de todo esse cuidado com a plantação pode ser visto a olho nu. As árvores apresentam altura uniforme, densa folhagem, excelente crescimento e ótima capacidade de nutrição das cerejas.

    Anualmente, por volta do mês de setembro, a chegada da primavera traz a principal florada dos cafezais, conferindo ao cerrado raros momentos de beleza e aroma. Meses depois surgem os frutos e, já no outono, são analisadas amostragens de talhões para se observar o ponto de amadurecimento.

  Entre junho e setembro, quando a quantidade de frutos verdes está inferior a 5%, é hora da colheita . Nas Fazendas Veloso, adota-se uma combinação de técnicas: colheita manual ou colheita mecanizada, seguida de repassagem manual para aproveitamento dos frutos que ficaram nos talhões.

   O café colhido é levado em caminhões para os tanques de lavagem, em outro ponto da fazenda. A lavagem separa os grãos cerejas dos grãos secos ou bóias e elimina folhas e galhos remanescentes do campo. A água utilizada vem de nascentes. O resultado da lavagem é minuciosamente analisado para se verificar a eliminação de impurezas.

   A secagem é feita em terreiros totalmente pavimentados e limpos. A qualidade é controlada por meio de amostras retiradas para análises de teor de umidade, uniformidade dos grãos e presença de verdes. O café é rodado de 10 a 15 vezes por dia, na direção do sol, durante um período médio de uma semana. Atingida a média de 80% de secagem, os grãos são levados para secadores à base de ar quente e seco, para uniformizar a seca no nível de umidade a 12%. Em seguida, seguem para o preparo final para entrega.

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